Projeto “Sabores do Geraes” participa da Expoalimentaria 2025 no Peru

Lima (Peru), 24 a 26 de setembro de 2025 — A Prefeitura de Montes Claros desembarca na Expoalimentaria 2025, principal feira de alimentos e bebidas da América Latina, para mostrar ao mundo a riqueza culinária e produtiva do Norte de Minas por meio do Projeto Sabores do Gerais. Entre expositores de todo o continente, o município m

ineiro destaca o APL dos Frutos do Cerrado, levando superalimentos e produtos com identidade territorial forte.

O palco ideal para novos mercados

A Expoalimentaria é reconhecida como a plataforma de negócios mais importante do setor alimentício latino-americano, reunindo distribuidores, varejo, operadores de food service e compradores internacionais. expoalimentariaperu.com+2expoalimentariaperu.com+2 Por meio de missões comerciais e rodadas de negócios, oferece oportunidades para conexão entre produtores e mercados externos. CNA

Para a delegação brasileira, o evento vem coroar uma estratégia de inserção internacional. O Brasil conquistou o prêmio de Melhor Estande Internacional na edição deste ano da Expoalimentaria — reconhecimento simbólico e estratégico para a imagem dos produtos nacionais no exterior. Serviços e Informações do Brasil

O Sabores do Gerais em destaque

A iniciativa da Prefeitura de Montes Claros, executada em parceria com o Governo de Minas e outras entidades, vem há meses estruturando o arranjo produtivo do pequi e de frutos nativos do Cerrado no município e na região. Diário do Comércio+2Secretaria de Cultura+2

Na bagagem para Lima, estão produtos emblemáticos que traduzem a diversidade do cerrado e das cozinhas geraizeiras:

  • Polpa de pequi (Coop Sertão Veredas)

  • Óleo de pequi (Coop Grande Sertão e Coopermira)

  • Farinha de pequi (Coop Grande Sertão e Coopsertão)

  • Creme de pequi (Vivia Bem Geleias e Coopsertão)

  • Whey de buriti (Nutrimulti Cerrado)

  • Embutidos de baru e pimenta de macaco (Charcuteria Sagrada Família)

  • Baru (Copabase, Coopermira, Coopsertão e Coopanorte)

  • Doce de baru (Coopanorte)

  • Óleo de macaúba (Cooperriachão)

  • Farinha de jatobá (Mulheres do Cerrado e Coopsertão)

  • Cerveja de coquinho azedo (Grande Sertão)

Essa lista evidencia uma cadeia produtiva rica, que vai desde extrativistas ou agricultores familiares até indústrias locais de pequena escala, unindo sabor, identidade e valor agregado.

Estratégias de presença e visibilidade internacional

Mais do que expor produtos, o Sabores do Gerais investe em comunicação, identidade visual e arte narrativa. No evento, a Revista Tempo ganhou versão distribuída entre públicos internacionais, reforçando a imagem da região do Norte de Minas como um território de sabores autênticos. Revista Tempo

Além disso, a participação institucional foi intensa: autoridades estaduais e federais compareceram aos estandes, reconhecendo a importância simbólica e estratégica da iniciativa. Secretaria de Cultura+2Secretaria de Cultura+2

Desafios e oportunidades latentes

Embora o projeto reflita uma vontade política e uma capacidade organizativa, persistem desafios típicos dessas cadeias emergentes:

  • Certificações, normas sanitárias e regulatórias para exportação internacional, exigindo infraestrutura, controle de qualidade e conformidade técnica.

  • Escala de produção: para atender mercados maiores, é necessário ampliar volumes e padronizar processos.

  • Logística e escoamento: transportar produtos de regiões remotas até centros de exportação exige estrutura e custo competitivo.

  • Marketing internacional e penetração de mercado: mesmo com qualidade, vencer barreiras de mercado externo depende de estratégias de branding, redes de contato e credibilidade de fornecedores.

Por outro lado, as oportunidades são promissoras: nichos de mercado para alimentos funcionais, superalimentos e produtos com apelo de sustentabilidade e geografia podem abrir portas em países da América Latina, América do Norte, Europa e Ásia.

Significado simbólico e territorial

Mais que negócios, a presença do Sabores do Gerais em Lima representa uma afirmação: Montes Claros e o Norte de Minas reforçam que seus pequenos negócios, cooperativas e empreendedores rurais têm potencial. A Prefeitura mostra que valorizar a produção local — muitas vezes invisível nos mercados tradicionais — pode construir novas narrativas de desenvolvimento territorial.

A “cozinha geraizeira” assume status de expressão cultural e econômica, conectando saberes populares ao comércio internacional. Essa ponte — entre o local e o global — fortalece a autoestima regional e amplia horizontes para os agricultores familiares que conservam biomas e tradições.

O que vem pela frente

Retornando do Peru, o desafio será converter exposição em resultados concretos — fechar parcerias, negociar contratos, atender exigências técnicas e expandir a cadeia produtiva. A expectativa é que os frutos do cerrado de Montes Claros ganhem novos mercados e que o projeto continue consolidando identidade, renda e sustentabilidade para quem produz.

“Viva o Gerais, viva a Cozinha Geraizeira” deixa de ser apenas um slogan para ser um compromisso de futuro.

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