Quinta-feira, 5 de novembro de 2026 · Montes Claros, MG
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Prefeitos do Norte de Minas se reúnem no CIMAMS e buscam saída para crise no FPM

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Reajuste de 8,5% não acompanhou a inflação, e cidades que dependem das transferências da União temem pelo pagamento de servidores e serviços básicos.

Prefeitos de municípios do Norte de Minas e do Vale do Jequitinhonha se reuniram na manhã desta quarta-feira (4), na sede do Consórcio Intermunicipal Multifinalitário da Área Mineira da Sudene (CIMAMS), para buscar saídas para a crise nos repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

Prefeitos reunidos no auditório do CIMAMS
Prefeitos do Norte de Minas e do Vale do Jequitinhonha reunidos na sede do CIMAMS | Foto: Ascom CIMAMS/Divulgação

O presidente do CIMAMS, Adaildo Rocha, o Tampinha, prefeito de Curral de Dentro, explicou que o FPM teve reajuste de 8,5% entre 2025 e 2026, mas os valores transferidos não acompanharam a inflação do mesmo período. Na prática, as prefeituras recebem menos do que precisam para cobrir despesas que só aumentam, como transporte, combustível, saúde, educação, infraestrutura e a folha de pagamento dos servidores, que tem reajustes previstos.

Serviços em risco

A situação preocupa principalmente as cidades que dependem quase totalmente das transferências da União. Segundo os gestores, a queda real de receita ameaça o pagamento dos servidores e serviços que chegam direto à população, como:

  • creches e escolas;
  • postos de saúde e distribuição de medicamentos da farmácia básica;
  • assistência social às famílias mais vulneráveis;
  • apoio à Polícia Militar e à Emater;
  • manutenção da iluminação pública.
Prefeitos e representantes de entidades municipalistas posam para foto no CIMAMS
Gestores e entidades municipalistas após a reunião sobre o FPM | Foto: Ascom CIMAMS/Divulgação

O que o consórcio vai fazer

Diante do cenário, o CIMAMS definiu três frentes de atuação:

  1. Informar a população por meio de comunicados e redes sociais, mostrando a redução real dos repasses, os riscos de colapso fiscal e a necessidade de ajustes, com transparência;
  2. Acompanhar e apoiar projetos de lei que garantam justiça fiscal e financeira aos municípios;
  3. Criar um Comitê Político-Científico para estudar temas como pacto federativo, tributação e arrecadação, com foco na realidade da gestão municipal.

A reunião também teve a presença de representantes de entidades municipalistas da região, entre elas a Amams, o Codanorte e o Cisarp, além de outros consórcios parceiros.

Com informações da Assessoria de Comunicação do CIMAMS.

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